Uma reflexão sobre o trabalhador negro e o racismo
Hoje celebramos o Dia do Trabalhador e aproveitei a ocasião para refletir mais profundamente sobre as dificuldades e o racismo enfrentados por nós, negros trabalhadores do Brasil.
Apesar da proteção constitucional contra o racismo e a discriminação, nós negros, ainda encontramos obstáculos na ascensão de carreira, na equidade salarial e somos os mais vulneráveis ao assédio moral no ambiente de trabalho.
Por causa do preconceito, temos mais dificuldades de ocupar cargos de maior exposição, como relações públicas, caixa bancário, secretários e recepcionistas.
O professor Cleber Santos Vieira, da Unifesp, identificou três tipos comuns de discriminação enfrentados por pessoas negras no trabalho: ocupacional, salarial e baseada na imagem. A primeira questiona a capacidade de uma pessoa negra em tarefas complexas, mesmo que este profissional seja capacitado para tais funções, a segunda viola a equiparação salarial entre brancos e negros, e a terceira discrimina com base na aparência, excluindo os negros de oportunidades de emprego.
O trabalho no Brasil serviu historicamente como ferramenta de opressão e aprisionamento da população negra. A invisibilidade dos trabalhadores negros é resultado da divisão social do trabalho estabelecida durante o período escravista. Enquanto os trabalhos mais qualificados eram reservados aos brancos, os negros desempenhavam tarefas braçais e mal remuneradas. Essa estrutura racializada persiste até hoje, sendo o racismo um elemento estruturante da sociedade brasileira.
Contudo, mesmo com tudo nos dizendo que não poderíamos alcançar postos e cargos de alta gerência, nesse 1º de maio venho do passado pra dizer que o seu futuro pode ser de um profissional/trabalhador de sucesso e que isso pode começar por uma imagem estratégica.
Continue acreditando em você, no seu potencial e no seu merecimento em ter seus sonhos realizados!

